OMS prevê que mundo terá 65,7 milhões de pessoas com demência até 2030

Relatório mostra que só oito países têm programas para tratar da doença. Documento recomenda aprimoramento de diagnósticos precoces, conscientização social para reduzir estigma; melhoria no atendimento e ampliação de apoio a cuidadores.

Ashwani, uma cuidadora em um centro na Índia, compartilha de um riso com Didi.(OMS/Cathy Greenblat)O número de pessoas com demência deve quase dobrar até 2030, chegando a 65,7 milhões, informou nesta quarta-feira (11/04) a Organização Mundial de Saúde (OMS). A falta de diagnóstico ainda é o maior problema mesmo em países desenvolvidos, onde apenas cerca de um terço dos casos é rotineiramente diagnosticado.

Segundo o relatório “Demência: prioridade de saúde pública”, há aproximadamente 35,6 milhões de pessoas com demência no mundo e o custo total para o tratamento destes pacientes é de 604 bilhões de dólares por ano.

A demência é uma síndrome, usualmente de natureza crônica, causada por variações de doenças cerebrais que afetam a memória, pensamento, comportamento e a performance das atividades diárias. Doença de Alzheimer é a causa mais comum, atingindo até 70% dos casos.

Só oito países têm programas para tratar da doença, de acordo com o documento que recomenda aprimoramento de diagnósticos precoces; conscientização social para reduzir o estigma; melhoria no atendimento e ampliação do apoio a cuidadores.

“Precisamos aumentar nossa capacidade de detectar a demência mais cedo para fornecer o atendimento de saúde necessário”, disse a Diretora-Geral Assistente da OMS, responsável por doenças não transmissíveis e saúde mental, Oleg Chestnov.

O estudo mostra a falta generalizada de informação e entendimento sobre a demência, um fator que alimenta o estigma, contribuindo para o isolamento social de pacientes e cuidadores, levando a atrasos na busca por diagnóstico, assistência, saúde e apoio social.