O aumento dramático na violência, incluindo ataques contra os meios de comunicação, bem como dificuldades em fortalecer o setor de segurança dificultam a transição do país para a democracia.

Representante especial do secretário-geral e chefe da Missão de apoio das Nações Unidas para a Líbia (UNSMIL), Tarek Mitri no Conselho de Segurança. Foto ONU/Amanda Voisard
“A Líbia enfrenta o risco de entrar em uma numa nova trajetória de violência sem precedentes”, afirmou o representante especial do secretário-geral e chefe da Missão de apoio das Nações Unidas para a Líbia (UNSMIL), Tarek Mitri. A declaração foi realizada nesta segunda-feira (10) quando Mitri falou sobre a situação líbia no Conselho de Segurança.
Mitri, que dirige os esforços da ONU para ajudar o governo e povo líbio durante a transição que o país vem atravessando após a queda de Muamar Kadafi, há três anos, acredita que nos últimos meses a deterioração da segurança, e as divisões políticas internas, ameaçam minar a transição do país.
O aumento dramático na violência, incluindo ataques contra os meios de comunicação, bem como dificuldades em fortalecer o setor de segurança, complicam ainda mais a situação.
“Esforços intensos para resolver diferenças e negociar um acordo sobre a gestão do período de transição, incluindo o futuro do Congresso Geral Nacional e do Governo, não conseguiram pôr fim às divisões que paralisaram o processo político”, alertou Mitri.
“Diferenças consideráveis permanecem sobre a realização de eleições parlamentares e presidenciais, e sobre a extensão dos poderes a conceder a um futuro presidente.”
O povo da Líbia, disse Mitri, espera que a comunidade internacional o ajude na difícil tarefa de construir um Estado, com instituições fortes e responsáveis.