ONU: Dez pessoas morrem ou ficam mutiladas por dia no mundo devido às minas terrestres

Desde 1998 milhões de minas terrestres foram destruídas, mas ainda hoje existe uma mina para cada 17 crianças no mundo.

Mulher, membro de uma equipe de Eliminação de Dispositivos Explosivos, remove a areia de um morteiro durante uma demonstração realizada pela UNMAS, em Mogadíscio, na Somália. Foto: ONU/Tobin Jones

Estimativas da ONU afirmam que havia mais de 250 milhões de minas antipessoais armazenadas nos arsenais de 108 países no ano de 1998. Em 2004, cerca de 200 milhões de minas antipessoais estavam armazenadas em 67 países e no final dese ano mais de 37 milhões de minas foram destruídas pelos Estados Partes no cumprimento das suas obrigações no âmbito do Tratado de Proibição de Minas da ONU.

Em 2009, mais 86 Estados completaram a destruição de seus arsenais, e mais quatro estão em processo de fazê-lo. Juntos, eles destruíram cerca de 44 milhões de minas antipessoais.

Porém ainda há muito a ser feito: existe, ainda hoje, uma mina para cada 17 crianças no mundo e, de acordo com o Serviço de Ação de Minas da ONU (UNMAS), dez pessoas são mortas ou mutiladas por uma mina terrestre a cada dia.

No Dia Internacional de Alerta as Minas Terrestres e Assistência à Desminagem, comemorado mundialmente nesta sexta-feira (4), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu mais medidas para envolver mulheres nos mais altos níveis de operações de desminagem, ressaltando seu papel vital no avanço da visão de um mundo livre de minas terrestres.

Ban observou que mulheres em todo o mundo são vitais para o incentivo de extrair as minas terrestres e proteger contra os seus trágicos efeitos, ensinando pessoas a viver em segurança em áreas contaminadas, fornecendo assistência às vítimas, retirando minas terrestres e eliminando objetos explosivos.

O chefe da ONU acrescentou que as mulheres podem impulsionar o progresso em direção aos objetivos centrais da ação contra as minas, que visa ao aumento da segurança, reconstrução das comunidades, recuperação de terra e o fim do medo causado por explosivos remanescentes de guerra.