ONU: 40% das crianças têm problema de crescimento no Paquistão

Segundo Programa Mundial de Alimentos, metade da população não está bem alimentada. Diretora da agência afirma que desenvolvimento do país está acorrentado pela necessidades alimentares diárias dos mais vulneráveis.

Diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Ertharin Cousin. Foto: PMA/Giulio d'Adamo

Diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Ertharin Cousin. Foto: PMA/Giulio d’Adamo

Depois de uma visita de dois dias ao Paquistão, a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Ertharin Cousin, pediu nesta segunda-feira (24) um esforço renovado para atender às necessidades alimentares e nutricionais das pessoas afetadas pelos deslocamentos, desastres naturais e pobreza no país.

Cerca de metade da população do Paquistão não está bem alimentada, acima do registro de um pouco mais de um terço há uma década, segundo o PMA. Quinze por cento das crianças estão seriamente desnutridas e cerca de 40% têm problemas de crescimento.

“O Paquistão é um país de grande potencial para crescer, mas o desenvolvimento é acorrentado pela luta dos mais vulneráveis para satisfazer as suas necessidades alimentares diárias e pelo impacto a longo prazo da subnutrição”, disse Cousin no final de sua visita ao país do sul da Ásia.

Notando que a segurança alimentar e uma boa alimentação são “a base do progresso”, Cousin disse que sua visita reafirmou o compromisso do PMA com o governo do Paquistão em prol da eliminação da desnutrição crônica e a fome.

Dentro desses esforços, a agência da ONU está pronta a apoiar o país na formação de uma política nacional que exigiria que toda a farinha de trigo vendida comercialmente seja enriquecida com micronutrientes essenciais, acrescentou a diretora executiva.

O governo do Paquistão doou 75 mil toneladas de trigo no início deste ano para operações do PMA no país, mas a agência da ONU precisa de 9 milhões de dólares até outubro para transportar e distribuir o grão. Além disso, a agência de alimentos solicitou um adicional de 40 milhões de dólares para implementar suas operações no país até o final do ano.

Durante a sua viagem, a chefe do PMA visitou projetos da agência nas cidades de Mingora e Kalam e um centro de tratamento da desnutrição aguda no Vale Swat.

O PMA fornece rações alimentares de emergência para cerca de 1 milhão de pessoas temporariamente deslocadas por conflitos em duas regiões.