“As pessoas estão literalmente vivendo na lama”, diz representante da ONU no país. Escritório humanitário da organização lançou plano de 1,8 bilhão de dólares para evitar catástrofe.
“As pessoas estão literalmente vivendo na lama”, diz representante da ONU no país. Escritório humanitário da organização lançou plano de 1,8 bilhão de dólares para evitar catástrofe.

Crianças sul-sudanesas. País passa por crescentes conflitos desde o início de uma crise política no final de 2013. Foto: UNICEF Sudão do Sul
Em declaração neste último sábado (14), o coordenador humanitário das Nações Unidas no Sudão do Sul, Toby Lanzer, afirmou que em torno de 50 mil crianças sul-sudanesas poderão morrer e milhares de sobreviventes de estupro ficarão sem apoio psicossocial este ano caso a ONU não consiga arrecadar 1 bilhão de dólares para continuar o seu trabalho no país.
“Agora que a estação de chuva começou, as condições no Sudão do Sul estão deteriorando dia após dia. As pessoas estão literalmente vivendo na lama”, disse o coordenador. Com a explosão da cólera e a prevalência da malária e da desnutrição, “milhões necessitam de serviços emergenciais de saúde, comida, saneamento e abrigo para sobreviver até o fim do ano”.
No mesmo dia, o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) lançou o Plano de Resposta à Crise no Sudão do Sul, estimado em 1,8 bilhão de dólares – dos quais 740 milhões já foram arrecadados – e que atenderá 3,8 milhões de pessoas afetadas pela fome, violência e enfermidades até o fim de 2014.
Segundo Lanzer, os três principais objetivos do Plano são “salvar vidas, prevenir a crise de fome e reverter a perda de uma geração inteira de crianças e jovens por este conflito”.
“Organizações assistenciais ajudaram 1,9 milhão de pessoas até o momento. Com os recursos suficientes, poderemos fazer muito mais”, acrescentou o representante da ONU.
Assista todos os vídeos sobre o Sudão do Sul aqui.