ONU acompanha ações sobre diplomatas russos nos EUA

Um porta-voz das Nações Unidas confirmou na segunda-feira (26) que o órgão mundial estava ciente do anúncio pelo governo dos Estados Unidos de sua decisão de tomar medidas contra alguns diplomatas russos nos EUA.

“Essa ação pode exigir que esses diplomatas deixem o país”, disse Farhan Haq, porta-voz da ONU, a jornalistas durante coletiva de imprensa, citando o Acordo de Sede da ONU com os EUA, que rege as relações entre a organização e o país anfitrião.

Foto: ONU/Rick Bajornas

Foto: ONU/Rick Bajornas

Um porta-voz das Nações Unidas confirmou na segunda-feira (26) que o órgão mundial estava ciente do anúncio pelo governo dos Estados Unidos de sua decisão de tomar medidas contra alguns diplomatas russos nos EUA.

“Essa ação pode exigir que esses diplomatas deixem o país”, disse Farhan Haq, porta-voz da ONU, a jornalistas durante coletiva de imprensa, citando o Acordo de Sede da ONU com os EUA, que rege as relações entre a organização e o país anfitrião.

“Dada a sensibilidade do assunto, que está em andamento, não comentaremos mais este ponto, além de confirmar que o secretário-geral acompanhará de perto este assunto e se envolverá conforme apropriado com os governos envolvidos”, disse ele.

Segundo relatos da imprensa, o governo dos EUA ordenou na segunda-feira a expulsão de 60 russos dos EUA, seguindo ações semelhantes tomadas por outros países na sequência da acusação, por parte do Reino Unido, de que a Rússia estava por trás de um ataque em que o ex-espião Sergei Skripal e sua filha, Yulia, foram envenenados com um agente nervoso no último dia 4 de março em Salisbury, no sul da Inglaterra.

No dia 14 de março, o Reino Unido levou a acusação diante de uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, onde a embaixadora norte-americana, Nikki Haley, disse que os EUA estavam solidários com o Reino Unido denunciando o ‘crime’ e acreditavam que a Rússia tinha sido responsável pelo ataque.

Na mesma reunião, tanto a Rússia quanto o Reino Unido disseram que o incidente deve ser investigado pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), com sede em Haia, órgão internacional que trabalha, com apoio da ONU, para implementar a Convenção sobre Armas Químicas e eliminar o uso de armas químicas e a ameaça de seu uso.

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido anunciou mais tarde que os investigadores independentes da OPAQ chegariam ao Reino Unido no dia 19 de março para dar início à investigação sobre o agente nervoso usado no ataque em Salisbury.