Cerca de 1,8 milhão de pessoas estão deslocados, enquanto alimentação e saúde de mais de 7 milhões está em risco. Em 2014, assistência humanitária já alcançou 3,2 milhões de pessoas no país.

Pessoas deslocadas no Sudão do Sul. Foto: IRIN/Hannah McNeish.
O estabelecimento de um acordo de paz abrangente é a única maneira de pôr fim à deterioração do país e trazer a estabilidade de volta ao Sudão do Sul, disse a enviada das Nações Unidas para o país, Ellen Margrethe, nesta quarta-feira (22) ao Conselho de Segurança da ONU.
Nos últimos dez meses, o Sudão do Sul vem sendo atingido por conflitos entre as forças leais ao atual presidente do país, Salva Kiir, e ao líder da oposição, Riek Machar – antigo vice-presidente de Kiir. A disputa política se tornou uma crise que já levou mais de 100 mil civis a fugir e encontrar refúgio nas bases da missão da ONU no país.
Cerca de 1,8 milhão de pessoas está em situação de deslocamento, além da alimentação e da saúde de mais de 7 milhões estar em risco. As agências de assistência estão fazendo grandes esforços para ajudar a população em situação de vulnerabilidade – mais de 3,2 milhões de pessoas já foram alcançadas por algum tipo de assistência humanitária ao longo deste ano.
“No entanto, nenhuma ajuda pode resolver a crise ou convencer as pessoas a voltar pra casa: somente a paz e a reconciliação podem e, infelizmente, na ausência de ambas, a operação de auxílio terá que ser sustentada se quisermos continuar a prevenir que a situação humanitária se deteriore”, alertou a enviada da ONU.
A atual ausência de um acordo de paz concreto se apresenta como um obstáculo ao trabalho da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS). Por isso, Margrethe convocou o Conselho de Segurança, os líderes regionais e as nações amigas do país a permanecer plenamente engajados com os partidos em guerra, para que seus pronunciamentos públicos de comprometimento com a paz sejam convertidos em ações práticas.