Desde o início do ano, o conflito no Iraque já deixou mais de 12 mil mortos e 22 mil feridos, uma cifra três vezes maior que o número de membros das Forças de Segurança do país.
Mais de 1.232 pessoas – a maioria civis – morreram em decorrência da violência no Iraque no mês de novembro, afirmaram representantes da ONU nesta segunda-feira (01), solicitando que líderes políticos, sociais e religiosos acabem com suas diferenças para poder trabalhar na consolidação do processo democrático no país.
“Com mais de 12 mil mortos e 22 mil feridos desde o começo de 2014, os iraquianos continuam estando sujeitos diariamente a horrores indescritíveis de assassinatos, mutilação, terror, deslocamento forçado, intolerância e pobreza”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU no Iraque, Nickolay Mladenov.
Segundo a Missão de Assistência da ONU no país (UNAMI), a quantidade de civis mortos somada aos feridos é três vezes superior ao tamanho do número de membros da Força de Segurança do Iraque.
O número de integrantes da Força de Segurança do Iraque totalizou 296 mortes em novembro, mas essa cifra não inclui aqueles que faleceram durante operações na região de Anbar, que deixou 608 feridos.
A região mais afetada é a de Bagdá que atingiu 1.253 civis e tirou a vida de 332 pessoas. As disputas em Anbar deixaram o maior número de mortos – 402 em total.
A Missão advertiu que esses números são conservadores e devem ser considerados como uma base mínima para entender a dimensão do conflito. Em alguns casos, a UNAMI só conseguiu verificar parcialmente a veracidade dos incidentes, e afirma não ter conseguido checar os relatos de grandes números de mortes ocasionadas por efeitos secundários da violência, após essas pessoas terem sido obrigadas a abandonar seus lares.
