Chen Kegui foi preso depois que autoridades locais invadiram a casa de sua família na província de Shandong sem mandado, de acordo com um comunicado de imprensa do escritório de direitos humanos da ONU.
A Relatora Especial sobre defensores dos direitos humanos, Margaret Sekaggya, pediu hoje (7) ao Governo da China que liberte imediatamente Chen Kegui, o sobrinho do defensor dos direitos humanos cego Chen Guangcheng — que atualmente vive nos Estados Unidos –, ressaltando que o Governo deve parar de atos de retaliação contra o ativista.
“É difícil ver a condenação de Chen Kegui como qualquer outra coisa senão como retaliação contra Chen Guangcheng por desafiar o governo chinês”, disse ela. “Eu condeno nos termos mais fortes a condenação de Chen Kegui e insto o Governo chinês a garantir que os defensores de direitos humanos e suas famílias não enfrentem violações de seus direitos fundamentais, como resultado de suas atividades pacíficas de direitos humanos”, Sekaggya disse.
Em 26 de abril, Chen foi preso depois que autoridades locais invadiram a casa de sua família na província de Shandong sem mandado, de acordo com um comunicado de imprensa do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH). O ataque foi realizado depois que seu tio Chen Guangcheng escapou da prisão domiciliar e foi para Pequim, onde encontrou refúgio na Embaixada dos EUA, antes de ser autorizado a viajar para os EUA para prosseguir os seus estudos.
Depois de meses de detenção sem qualquer comunicação, em 30 de novembro Chen foi condenado — em um julgamento que durou apenas algumas horas — a três anos e três meses de prisão por ferir um policial durante a invasão.