ONU afirma que violações de direitos humanos na Síria são graves e contínuas

Crimes são cometidos por forças do governo e opositores. Equipe de observadores das Nações Unidas visita cidade controlada pela oposição para mediar diálogo com autoridades.

Graves violações de direitos humanos continuam acontecendo na Síria, em meio a uma crescente militarização dos confrontos mesmo com o acordo de cessar-fogo, informaram hoje (24/05) em Genebra, na Suíça, o Painel de Direitos Humanos da ONU e a Comissão Internacional Independente de Inquérito.

A maioria das violações foram cometidas pelo exército e pelos serviços de segurança sírios em operações militares e na caça a grupo armados antigoverno. “O Exército empregou uma vasta gama de meios militares, incluindo pesados bombardeios em áreas civis”, destaca o relatório do Painel.

O documento é baseado em 214 entrevistas realizadas durante as duas missões de investigação – que estiveram em território sírio em março e abril -, bem como em outras entrevistas feitas recentemente em Genebra.

A Comissão acrescentou que recebeu vários relatos de que grupos grupos armados antigoverno também estavam cometendo abusos de direitos humanos. O governo sírio ainda não liberou acesso para a Comissão realizar suas investigações no país.

Observadores medeiam acordo em Douma

Uma equipe de observadores da ONU visitou hoje a cidade de Douma – controlada pela oposição -, localizada 10 km a noroeste de Damasco. “Queremos obter a sua orientação em todas as prioridades que temos de enfrentar”, disse o Vice-Chefe da Missão de Supervisão da ONU na Síria (UNSMIS), Martin Griffith, aos membros da oposição.

O objetivo da visita foi ajudar nos esforços de mediação e estabelecer caminhos para a construção de um processo político, baseado no Plano de Paz apresentado pelo Enviado Especial da ONU e da Liga dos Países Árabes para a Síria, Kofi Annan.