ONU: Afogamento de palestinos na Sicília é ‘sinal claro e trágico’ de situação insustentável

Nove palestinos se afogaram nas proximidades da costa da Sicília, na Itália, no início de março. Eles estavam com um grupo de 59 refugiados da Palestina que tentavam chegar à Europa através da costa da Líbia.

Gaza. Foto: UNRWA/Shareef Sarhan

Gaza. Foto: UNRWA/Shareef Sarhan

De acordo com relatórios mais recentes, nove palestinos se afogaram nas proximidades da costa da Sicília, na Itália, no último dia 4 de março. Eles estavam com um grupo de 59 refugiados da Palestina que tentavam chegar à Europa através da costa da Líbia.

Segundo o porta-voz da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Chris Gunness, estes palestinos eram refugiados na Síria, em Gaza e no Líbano.

O conflito na Síria tem sobrecarregado as comunidades de refugiados da Palestina no país, causando um desrespeito generalizado do direito internacional humanitário e da proteção dos civis.

No Líbano, onde os refugiados palestinos já são social e economicamente marginalizados, e a sobrecarga só vem os empurrando cada vez mais para a miséria.

“Em Gaza, os efeitos da ocupação, bloqueio e campanhas militares recorrentes devastaram não só vidas, casas e a renda de refugiados palestinos, mas também a esperança de um futuro digno”, afirmou Gunness.

Segundo o porta-voz da UNRWA, estas tragédias de afogamentos de homens, mulheres e crianças não são ocasionados apenas pelos conflitos armados, ocupação e falta de proteção dos direitos humanos, mas principalmente pela impossibilidade de resolver o problema dos refugiados da Palestina.