Faltando apenas duas semanas para o começo de uma grande conferência climática mundial, no México, Secretária Executiva da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) enfatizou necessidade de maior compromisso com esforços internacionais pelo desafio climático.
Faltando apenas duas semanas para o começo de uma grande conferência climática mundial, no México, a Secretária Executiva da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres, enfatizou a necessidade de um maior compromisso com os esforços internacionais para se chegar a uma solução para o desafio climático.
“Cancun será um sucesso se os envolvidos se comprometerem”, disse Figueres, em declaração à imprensa, na Alemanha, hoje (16/11). “As partes precisam equilibrar as expectativas para que todos possam sair com um resultado positivo. É assim que acordos multilaterais são feitos em outros lugares e é assim que deve acontecer na questão do clima também”, afirmou a Secretária Executiva.
A Conferência acontecerá em Cancun, México, de 29 de novembro a 10 de dezembro. A UNFCCC é um tratado internacional que mapeia o que pode ser feito para reduzir o aquecimento global e trata dos aumentos de temperatura inevitáveis. Além do tratado, alguns países aprovaram o Protocolo de Kioto, que contém medidas mais firmes e com vínculos jurídicos.
Figueres afirmou que sempre haverá “lacunas políticas” a serem estreitadas entre os países participantes da Conferência. Os desentendimentos se centram em como proceder em relação às reduções na emissão de gases, no que fazer quanto ao Protocolo de Kioto e qual a melhor maneira de agrupar as muitas metas e ações que os governos já puseram em prática, especialmente as estipuladas pelos países industrializados.
Ela disse que a Conferência deve concluir com um conjunto equilibrado de decisões, inclusive sobre as questões de adaptação, silvicultura e cooperação tecnológica. No entanto, ela disse que, para ser um conjunto equilibrado, “qualquer acordo também deve abordar os esforços de mitigação por países industrializados e em desenvolvimento que já expuseram suas intenções de redução”, bem como fornecer alguma resolução sobre a continuação do Protocolo de Kioto e os próximos passos a serem tomados pelos países em relação aos financiamentos de longo prazo das medidas de mudança climática.
“É a resposta sustentada, e cada vez mais ambiciosa, de longo prazo para as alterações climáticas, que permitirá um ajuste bem sucedido a outras grandes mudanças políticas, econômicas e sociais que todos os países enfrentam”, finalizou a Secretária Executiva.