Com as três mortes de trabalhadores humanitários em maio, escritório de coordenação humanitária da ONU relata que já são 55 mortos desde o início do conflito no país, em dezembro de 2013.

Sudaneses refugiados Amal Bakith prepara café da manhã de seus filhos um dia após chegar no campo de Ajuong Thok, no Sudão do Sul. Durante a sua longa viagem, vindos de Kordofan do Sul, eles só tinham comida estragada para comer. Foto: ACNUR/Rocco Nuri
Segundo o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), os casos de violência contra trabalhadores humanitários no Sudão do Sul aumentaram no mês de maio, passando de 48 incidentes relatados no mês de abril para 78 em maio. A média calculada entre janeiro e março era de 63 incidentes.
“Viagens por estradas e rios continuam a ser perigosas para os trabalhadores humanitários”, disse o OCHA na atualização.
Os incidentes violentos – que incluem tiroteios, emboscadas, ataques, assédio e roubos – aumentaram em maio, resultando na morte de mais três trabalhadores humanitários, e totalizando um total de 55 trabalhadores mortos desde o início do conflito, em dezembro de 2013.
Na atualização, a OCHA também informou que cerca de 4,5 mil pessoas deslocadas internamente deixaram um abrigo para civis, em maio, fazendo a população no local diminuir para cerca de 95 mil no final do mês.
Desde fevereiro, a agência distribuiu alimentos para mais de 100 mil pessoas próximo do local de proteção da ONU em Bentiu, além de sementes e equipamentos para pesca.
No entanto, parceiros humanitários da ONU apontam que o hospital Ganyiel, o único de referência na região, tem enfrentado problemas regulares, como a escassez de produtos primários de cuidados de saúde. Possíveis surtos de epidemias também preocupam a agência.