ONU alerta para aumento do risco de propagação do vírus H7N9 no sul da China

Vírus H7N9 que não causa sintomas detectáveis nas aves infectadas já afeta produção de 14 províncias na China. ONU ressalta que países vizinhos devem rever seus planos de emergência.

H7N9 apresenta um risco grave para a saúde pública quando há contato próximo entre aves infectadas e seres humanos. Foto: FAO

H7N9 apresenta um risco grave para a saúde pública quando há contato próximo entre aves infectadas e seres humanos. Foto: FAO

A propagação do vírus H7N9 entre aves na província de Guangxi, na China, aumentou significativamente o risco de ele se espalhar progressivamente para outros países vizinhos da China, aumentando o risco para a saúde humana, alertou a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) nesta quarta-feira (5).

O vírus, que não causa sintomas detectáveis nas aves infectadas, tem atrapalhado a produção e os mercados de aves em 14 províncias da China, bem como em Hong Kong e Taiwan. Já foram registradas pelo menos 290 pessoas infectadas, com 66 mortes.

Não há evidências de transmissão de humano para humano, apenas de animais para humanos. Muitos dos casos humanos estão ligados ao contato com aves em mercados de aves vivas.

Autoridades na China apontam o mercado de aves vivas em Guangxi como foco de infecção do vírus. A Província de Guangxi faz fronteira com o Vietnã, enquanto a sua província vizinha, Yunnan, além do Vietnã, faz fronteira com Miamar e Laos.

A FAO tem trabalhado em estreita colaboração com o Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã para apoiar a vigilância do H7N9 em mais de 60 mercados de aves vivas nas províncias do norte do país desde junho de 2013.

Até o momento, não há nenhuma evidência de que o vírus esteja presente no Vietnã ou qualquer um dos outros países vizinhos da China no sudeste asiático. Mas há indícios, com base na experiência anterior com o vírus H5N1, de que o H7N9 é facilmente capaz de circular através das fronteiras.

A falta de sintomas visíveis entre aves infectadas torna a detecção precoce mais desafiadora. Por isso, é fundamental que todos os países vizinhos da China revisem as suas respostas de emergência para abordar efetivamente os possíveis surtos de H7N9.

“As questões-chave que precisam ser consideradas imediatamente são o reforço da vigilância contínua e um plano de comunicação de risco global para aumentar a conscientização sobre a ameaça que o H7N9 representa para ambos os setores da saúde humana e animal”, disse o diretor-geral adjunto da FAO, Hiroyuki Konuma.