Israelenses apreenderam um veículo que transportava tendas de uma organização humanitária internacional destinadas à comunidade de Makhul, na Cisjordânia. Em outro incidente, ONU condena assassinato de soldado israelense.

Soldados israelenses revistam carro de um palestino no posto de controle Hawera, próximo da cidade de Nablus, na Cisjordânia. Foto: IRIN/Kobi Wolf
O coordenador humanitário da ONU para o território palestino ocupado, James W. Rawley, expressou nesta sexta-feira (20) profunda preocupação com o impedimento, por forças israelenses, do acesso de assistência humanitária para palestinos com necessidades urgentes na Cisjordânia ocupada.
Israelenses apreenderam um veículo que transportava tendas de uma organização humanitária internacional destinadas à comunidade de Makhul. Lá, 48 palestinos, incluindo 16 crianças, passam necessidades urgente de abrigos e de emergência após repetidas demolições por autoridades de Israel na semana passada.
As forças também confrontaram membros das comunidades humanitárias e diplomáticas que estavam presentes no local, de acordo com informações fornecidas pelo Escritório do Coordenador Especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry.
“As Nações Unidas e seus parceiros continuam empenhados em prestar assistência humanitária às populações em necessidade imediata”, disse Rawley. “Peço às autoridades israelenses a cumprir suas obrigações como potência ocupante, de proteger essas comunidades sob sua responsabilidade, inclusive interrompendo as demolições de casas e propriedades palestinas”, acrescentou.
Nações Unidas condenam assassinato de soldado israelense
Serry condenou neste sábado (21) o sequestro e assassinato de um soldado israelense que estava fora de serviço e enfatizou a necessidade de calma durante esse “momento crítico” para os esforços políticos.
O soldado foi sequestrado no centro de Israel e morto na Cisjordânia por um palestino que teria confessado o crime.
Serry disse que o “assassinato chocante segue uma série de incidentes violentos na Cisjordânia”. Ele afirmou que a calma “é ainda mais importante neste momento crítico no processo político” e reiterou o seu apelo a todos para abster-se de violência e evitar a perda de vidas.