Do total de 437 milhões de dólares necessários para a ajuda humanitária, apenas 24% foi recebido pelas agências da ONU.
A Subsecretária-Geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, chamou de “inaceitáveis” as condições de vida em assentamentos informais que abrigam pessoas deslocadas e antigos refugiados no Afeganistão. Ela solicitou hoje (09/05) maior apoio para soluções duradouras. Do total de 437 milhões de dólares necessários para a ajuda, apenas 24% foi recebido pelas agências da ONU.
“Fiquei chocada com o que vi hoje e, em particular, as condições inaceitáveis que as famílias são obrigadas a suportar no coração da capital – especialmente as mulheres e crianças” afirmou Amos após visitar o assentamento informal de Parwam Se em Cabul, na capital Afegã, no segundo dia de sua visita ao país.
“Mais de um terço da população do Afeganistão vivenciou o deslocamento”, disse o comunicado do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). “As razões são muitas. Há aqueles que são deslocados internos devido a conflitos, desastres naturais recorrentes e falta de oportunidades econômicas”.
Estima-se que 5,7 milhões de ex-refugiados afegãos voltaram ao país desde 2002. No entanto, cerca de cinco milhões de afegãos continuam a viver nos vizinhos Irã e Paquistão, e quase 500 mil estão deslocados internamente, como resultado de conflitos ou desastres naturais.
Amos saudou o compromisso do Governo afegão de encontrar uma solução duradoura para refugiados e problemas de deslocamento interno.