Chefe de nova missão das Nações Unidas no país, que assumiu o cargo há apenas cinco dias, participa de diálogo político que busca apoiar conquistas democráticas históricas realizadas recentemente.

Somalis em frente a um quiosque no mercado da cidade portuária de Kismayo, no sul da Somália. Foto ONU/Stuart Price
O chefe da nova missão das Nações Unidas na Somália pediu neste sábado (8) o fim imediato dos combates na cidade portuária do sul do país, Kismayo, onde confrontos teriam levado a mortes de civis.
“Peço a todas as partes para que se comprometam a resolver as diferenças pacificamente. Lamento relatos de perda de vidas de civis”, disse o representante especial do secretário-geral para a Somália, Nicholas Kay, em uma declaração à imprensa neste sábado (8).
De acordo com relatos não confirmados, os confrontos ocorridos em Kismayo na sexta-feira (7) foram retomados no sábado. Kay pediu que as partes ponham um fim nos combates. “Este novo capítulo na história da Somália deve ser aquele em que as questões são resolvidas de forma pacífica.”
Kay, que assumiu o cargo há apenas cinco dias, observou que a nova missão política da ONU irá desempenhar um papel construtivo na resolução de dificuldades políticas de qualquer espécie, em estreita consulta com todas as partes na Somália e na região. “Eu estou me engajando imediatamente sobre esta questão.”
O chefe da missão – conhecida pela sigla UNSOM – discutiu neste sábado suas preocupações com o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, durante a sua primeira reunião oficial na capital do país, Mogadíscio. Ambos pediram a convocação de uma conferência de reconciliação “o mais rápido possível”.
A Somália tem sido dilacerada por combates entre facções desde 1991, mas recentemente fez progressos em relação à estabilidade política. Em 2011, os insurgentes islamitas do Al-Shabaab se retiraram de Mogadíscio e, no ano passado, surgiram novas instituições governamentais, após o país ter encerrado a fase de transição para a criação de um governo permanente democraticamente eleito.
As mudanças históricas incluem a adoção de uma Constituição provisória, a criação de um novo Parlamento e a nomeação de um novo presidente e de um primeiro-ministro.