Segundo o representante especial da ONU para o Iraque, Jan Kubiš, o confronto no país foi ofuscado por outros conflitos regionais que distraíram a comunidade internacional.

Campo Baharka, a 5 km de Erbil, recebe deslocados internos do país, após a conquista de vastas áreas do território pelo Estado Islâmico. Foto: Emma Beals/IRIN
As complexidades e complicações que cercam o sofrimento dos civis no Iraque permanecem “enormes” em meio ao lento progresso político e a violência em curso em todo o país, advertiu nesta quinta-feira (14) um alto funcionário das Nações Unidas à comunidade internacional para apoiar os esforços dos Estados do Golfo que visam à estabilidade e à paz.
“O Iraque é neste momento incapaz de lidar sozinho com os desafios da crise de segurança e humanitária e de estabilização e reabilitação dos esforços”, disse o representante especial da ONU para o Iraque, Jan Kubiš, ao Conselho de Segurança. “Infelizmente, embora crítico, o apoio contínuo e amplo é urgente para o Iraque; a resposta da comunidade internacional é insuficiente, como se a existência de outras crises antigas e novas fossem suficientes para justificar uma atenção minguante para a situação do Iraque e seu povo.”
Ofuscado por outros conflitos regionais, que têm distraído a comunidade internacional, o confronto no Iraque continua a arder à medida que as forças governamentais iraquianas se chocam com militantes alinhados com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL), em batalhas sobre o território do país. Kubiš explicou que vastas áreas do Iraque e milhões de iraquianos permanecem sob controle e influência do ISIL, sujeitos à ideologia radical do grupo extremista, assim como “horrendos crimes e violações dos direitos humanos”.
“É importante que os combatentes e as autoridades locais estejam devidamente habilitados a assumir a sua cota de responsabilidade para libertar-se do ISIL e recuperar e governar suas áreas”, disse Kubiš . “Tudo isso, e especialmente os suprimentos e assistência militares, devem ser coordenadas e sancionadas pelas respectivas autoridades do Estado”.