ONU alerta para piora e agravamento da complexidade na situação humanitária no Iraque

Mais de 8,6 milhões de pessoas dependem de auxílio vital no país. Surto de cólera e guerra civil provocam mais deslocamentos e, apenas em setembro, ao menos 537 civis foram mortos.

Refugiados no campo de Bahirka no norte do Iraque. Foto: UNAMI

Refugiados no campo de Bahirka no norte do Iraque. Foto: UNAMI

De acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o número de iraquianos que precisam de assistência humanitária aumentou para mais de 8,6 milhões, incluindo 3,2 milhões de pessoas que fugiram de suas casas desde janeiro de 2014.

A cólera se espalhou no país com mais de 1.600 casos confirmados e duas mortes em um mês, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). As principais causas do surto são o sistema precário de água potável e a falta de cloro no país para prover água limpa.

As operações militares e a insegurança continuam com suas investidas contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL), que já tomou áreas da região. A Missão de Assistência para o Iraque relatou pelo menos 537 civis iraquianos foram mortos e 925 feridos em setembro de 2015.

A assistência internacional auxiliou mais de 2 milhões de iraquianos em 2014, mas para este ano o financiamento da OCHA carece de 498 milhões de dólares para pôr em prática em sua totalidade o Plano de Resposta Humanitária para o Iraque.