Os países menos desenvolvidos (LDCs, na sigla em inglês), nações que precisam de mais atenção da comunidade internacional, não atingirão os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável a menos que ações urgentes sejam tomadas, disse novo estudo das Nações Unidas publicado nesta segunda-feira (5).
“A comunidade internacional deve fortalecer seu apoio aos países menos desenvolvidos, em linha com o compromisso de não deixar ninguém para trás”, disse Paul Akiwumi, diretor da divisão da UNCTAD para África, países menos desenvolvidos e programas especiais.

Olivia Nankindu, de 27 anos, gerencia colheita em Kyotera, Uganda. Foto: Banco Mundial/Stephan Gladieu
Os países menos desenvolvidos (LDCs, na sigla em inglês), nações que precisam de mais atenção da comunidade internacional, não atingirão os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável a menos que ações urgentes sejam tomadas, disse novo estudo das Nações Unidas publicado nesta segunda-feira (5).
A análise elaborada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) enfatiza que o crescimento médio dos países menos desenvolvidos ficou em torno de 5% no ano passado, e deve chegar a 5,4% este ano, abaixo dos 7% previstos como meta do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 8, que promove o crescimento econômico sustentável e inclusivo.
Na classificação da UNCTAD, os países menos desenvolvidos do mundo são Afeganistão, Angola, Bangladesh, Benin, Butão, Burkina Faso, Burundi, Camboja, República Centro-Africana, Chade, Comores, República Democrática do Congo, Djibouti, Eritreia, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Haiti, Kiribati, Laos, Lesoto, Libéria, Madagascar, Malawi, Mali, Mauritânia, Moçambique, Mianmar, Nepal, Níger, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Ilhas Salomão, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Timor-Leste, Togo, Tuvalu, Uganda, Tanzânia, Vanuatu, Iêmen e Zâmbia.
Em 2017, apenas cinco países LDC atingiram crescimento de 7% ou mais — Etiópia (8,5%), Nepal (7,5%), Mianmar (7,2%), Bangladesh (7,1%) e Djibouti (7%).
“A comunidade internacional deve fortalecer seu apoio aos países menos desenvolvidos, em linha com o compromisso de não deixar ninguém para trás”, disse Paul Akiwumi, diretor da divisão da UNCTAD para África, países menos desenvolvidos e programas especiais.
“Com a recuperação econômica global permanecendo fraca, os parceiros de desenvolvimento enfrentam restrições em ampliar seu apoio aos países menos desenvolvidos para ajudá-los a atingir os ODS. As desigualdades entre estas nações e outros países em desenvolvimento estão sob risco de se ampliar”, disse.
Dependência de commodities
O relatório afirma ainda que muitos países menos desenvolvidos permanecem dependentes das exportações de commodities primárias.
Embora os preços internacionais da maior parte dessas matérias-primas terem subido desde 2016, essa modesta recuperação não foi suficiente para compensar as significativas quedas registradas desde 2011, particularmente no caso de petróleo, minerais e metais.
A análise foi apresentada aos Estados-membros da UNCTAD em reunião em Genebra, na Suíça.