Nesta quarta-feira (17), 300 famílias deixaram suas casas fugindo do conflito no leste do país. Desde julho, outras 1.500 famílias foram deslocadas por causa da violência.

Duas meninas deslocadas em uma sala de aula em Aden, Iêmen. Foto: ACNUR/P. Rubio Larrauri
Milhares de famílias no Iêmen precisam de ajuda humanitária com a escalada da violência no país desde julho deste ano. Nesta quarta-feira (17), confrontos em Marib, ao leste da capital Sana’a, deslocaram 300 famílias que enfrentam “sérios riscos de segurança”, segundo as organizações humanitárias que não tem acesso a sua localização.
Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), no final de julho os combates deslocaram 1.500 famílias em al Jawf.
No mês passado, o Conselho de Segurança alertou para a deterioração da segurança no Iêmen, condenando as ações dos Houthis, incluindo sua campanha para derrubar o governo e minar a transição política do país, alcançada recentemente com o apoio das Nações Unidas.
O Conselho pediu aos Houthis a retirada das suas forças de Amran e o retorno da cidade para o controle do governo do Iêmen, o fim de todas as hostilidades contra o governo em al Jawf e a remoção dos campos e desmantelamento de postos de controle em e ao redor de Sana’a.