Bloqueio a Gaza prejudica gravemente condições de vida dos palestinos, relembra ONU

Atualmente, os quase dois milhões de palestinos em Gaza podem entrar e sair com restrições de seu território através de três pontos de acesso: a passagem de Rafah, que liga Gaza ao Egito, e Kerem Shalom e Erez, que ligam a Israel. Dois outros pontos – em Sufa e Karni – foram fechados.

Caminhões com ajuda humanitária esperam em um engarrafamento para passar pelo ponto de acesso de Kerem-Shalom, na fronteira entre Israel e Gaza. Foto: IRIN/Erica Silverman

Caminhões com ajuda humanitária esperam em um engarrafamento para passar pelo ponto de acesso de Kerem-Shalom, na fronteira entre Israel e Gaza. Foto: IRIN/Erica Silverman

As duradouras restrições ao fluxo de pessoas e mercadorias em Gaza têm prejudicado gravemente as condições de vida de seus habitantes, principalmente neste momento em que há uma grande necessidade de importar material de construção. Imposto em junho de 2007, o bloqueio israelense afeta 1,8 milhão de pessoas.

“Essas restrições têm reduzido o acesso a meios de subsistência, serviços essenciais e moradia, abalado a vida familiar e enfraquecido a esperança das pessoas de um futuro próspero e seguro”, informou o Escritório para a Coordenação da Ajuda Humanitária da ONU (OCHA) em seu último estudo sobre as tendências da circulação de pessoas e mercadorias dentro e fora do território, divulgado nesta quinta-feira (05).

“A situação tem sido agravada com as restrições impostas pelas autoridades egípcias na passagem de Rafah desde 2013, que era até então o principal ponto de travessia para os palestinos na Faixa de Gaza”, cita o relatório.

Em sua última visita à área, o coordenador especial para o Processo de Paz do Oriente Médio, Robert Serry, observiou que o bloqueio à Faixa de Gaza deixou o enclave “mais isolado do que nunca”. Atualmente, os palestinos em Gaza podem entrar e sair com restrições de seu território através de três pontos de acesso: a passagem de Rafah que liga Gaza ao Egito e Kerem Shalom e Erez que ligam à Israel. Dois outros pontos– em Sufa e Karni – foram fechados.