ONU alerta sobre novo surto da síndrome respiratória vinda do Oriente Médio, a MERS-Cov

Desde 2012, a síndrome resultou em 630 casos confirmados e mais de 190 mortes. Suspeita-se que a transmissão envolva, particularmente, dromedários.

Dromedário são os principais suspeitos da transmissão do vírus da MERS-CoV. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Durante reunião convocada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em Omã, especialistas em saúde humana e veterinária recomendaram a intensificação do monitoramento, pesquisa e alertas imediatos sobre os novos casos de Síndrome Respiratória por Coronavírus do Oriente Médio (em inglês, “MERS-CoV”).

Os participantes destacaram “o recente surto em humanos na Península Árabe” e a suspeita de que a transmissão envolva, particularmente, dromedários. “É de vital importância ampliar nosso entendimento sobre onde e como o vírus é transmitido, qual é a sua origem e quando e porque algumas pessoas o estão disseminando”, disse, nesta sexta-feira (23), o veterinário-chefe da FAO, Juan Lubroth.

Em tentativa de impedir o alastramento da infecção, foi solicitado às autoridades veterinárias e de saúde pública para que fizessem pesquisas coordenadas e compartilhassem informações e resultados sobre estes casos. “É urgente”, continuou Lubroth, “focar as pesquisas na epidemiologia da MERS-CoV em espécies animais, a fim de prevenir a infecção primária de seres humanos”.

Desde 2012, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a síndrome resultou em 630 casos confirmados e mais de 190 mortes. Embora mais forte na Arábia Saudita, sua ocorrência foi registrada em outros países do Oriente Médio e até em outras regiões da Ásia, norte africano, Europa e América do Norte, confirmando o papel das viagens internacionais na disseminação de doenças.