ONU amplia apoio em saúde reprodutiva para atender a milhões de jovens na África

Complicações relacionadas à gravidez e ao parto são a principal causa de morte de meninas de 15 a 19 anos nos países em desenvolvimento. Estima-se que 7,3 milhões de meninas com menos de 18 anos dão à luz a cada ano, grande parte na África.

Enfermeira escuta o batimento cardíaco de um feto no oeste do Quênia. Foto: PNUD/Allan Gichigi

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) vai apoiar programas de saúde reprodutiva em oito países africanos nos próximos três anos para aumentar o acesso a serviços de saúde reprodutiva para milhões de adolescentes do sexo feminino.

As complicações relacionadas à gravidez e ao parto são a principal causa de morte de meninas de 15 a 19 anos nos países em desenvolvimento. Estima-se que 7,3 milhões de meninas com menos de 18 anos dão à luz a cada ano, grande parte na África.

“Estamos trabalhando especificamente para garantir que as adolescentes do continente, entre 15 e 19 anos – cerca de 45 milhões das quais vivem na África Subsaariana – tenham uma boa educação, sejam capazes de decidir se e quando casar e ter filhos, estejam protegidas contra o HIV, continuem salvas da violência e tenham sua parte justa de oportunidades de trabalho e contribuam para o desenvolvimento econômico de seus países”, disse na sexta-feira (2) o diretor executivo do UNFPA, Babatunde Osotimehin.

O Fundo, entre outras medidas, vai estabelecer programas para garantir que os jovens dentro e fora da escola tenham acesso à educação sexual abrangente, para idade apropriada, com intuito de prepará-los para a vida adulta.

O anúncio da parceria foi feito na Conferência Internacional sobre a Saúde Materna, do Recém-Nascido e Infantil na África, realizada em Joanesburgo, África do Sul.

O apoio abrange Etiópia, Moçambique, Níger, Nigéria, República Democrática do Congo, Serra Leoa, Sudão do Sul e Tanzânia. A iniciativa vai fornecer um conjunto abrangente de serviços de saúde sexual e reprodutiva para meninas e jovens desfavorecidas e marginalizadas, mais expostas a doenças, violência e exploração.