Estes crimes tornaram-se uma séria ameaça para a segurança, a estabilidade política, a economia, os recursos naturais e o patrimônio cultural de muitos países.

Foto: Interpol/Cites
As Nações Unidas estão apoiando a operação global de combate às redes criminosas que ameaçam a vida selvagem liderada pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Nove fugitivos estão sendo procurados por terem cometido graves crimes ambientais. O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o Banco Mundial e o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) são algumas das agências da ONU envolvidas no combate a este tipo de crime.
Os crimes contra a vida selvagem tornaram-se uma séria ameaça para a segurança, a estabilidade política, a economia, os recursos naturais e o patrimônio cultural de muitos países. Dentre eles, incluem-se a extração de madeira, a caça ilegal, o tráfico de animais, a pesca ilegal, a mineração ilegal e o despejo de resíduos tóxicos.
A fase inicial da operação vai ampliar os esforços para além das fronteiras nacionais, criando uma ação coletiva global nos diversos países envolvidos nesses crimes – que movimentam entre 70 e 213 bilhões de dólares ao ano.
A iniciativa está pedindo a ajuda da sociedade na coleta de informações que podem ajudar a rastrear os suspeitos cujos casos já foram selecionados. Dentre os indivíduos procurados está Feisal Mohamed Ali, acusado de liderar uma organização criminosa de roubo de mármore no Quênia.
De acordo com o PNUMA, pelo menos 40% de todos os conflitos internos nos últimos 60 anos estão associados ao aproveitamento dos recursos naturais, sejam de alto valor como madeira, diamantes, ouro e petróleo, ou os escassos, como a terra fértil e água.
Na Somália, por exemplo, estima-se que o comércio ilegal de carvão vegetal represente um faturamento anual de até 384 milhões dólares para os insurgentes e grupos terroristas. Além disso, os conflitos envolvendo recursos naturais possuem maior possibilidade de recair na violência.