Problema afeta quase um milhão de crianças com menos de cinco anos de idade no sul da África. A doença impede um bom desempenho escolar e prejudica o futuro dessas crianças.

Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann
Um novo projeto apoiado pela ONU para acabar com o crescimento reduzido, problema que afeta quase um milhão de crianças com menos de cinco anos de idade no sul da África, foi lançado nesta quarta-feira (22) no Malauí, país da África Oriental.
O projeto de prevenção ao crescimento reduzido é apoiado pelo Governo, pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) e outros membros da iniciativa ‘Scaling Up Nutrition’. O financiamento, da Fundação Fundo de Investimento das Crianças (CIFF), é de 10 milhões de dólares. Ele consiste em 13 intervenções nutricionais básicas, incluindo o fornecimento de alimentação complementar, a gestão de desnutrição aguda e práticas seguras de higiene.
Em comunicado conjunto, o PMA e a CIFF divulgaram que o projeto será realizado no distrito de Ntchisi, na região central do Malauí e busca alcançar 66 mil mães e crianças com mais de três anos e meio de idade. O projeto também será introduzido em Moçambique no final deste ano.
O crescimento reduzido acontece por causa de uma combinação da insegurança alimentar, doenças repetidas e pouca diversidade nos alimentos ingeridos pelas crianças. O projeto foi criado com o objetivo de reduzir o crescimento reduzido no distrito de Ntchisi de 5 a 10% e estipular quais são as melhores formas de combater o problema.
A doença faz com que as crianças tenham um desempenho fraco na escola, tornando-os ineptos para um emprego qualificado e reduzindo seu potencial de se autossustentar quando adultos.
“Através de parcerias sólidas, engajamento multissetorial e uma abordagem baseada em fortes convicções e tecnologias de informação, queremos mostrar ao mundo que podemos e devemos tratar o crescimento reduzido”, disse a representante do PMA, Coco Ushiyama.