Reunião na sede da ONU aborda a importância do poder dos meios de comunicação para transmitir ideias que justificam ou condenam relatos terroristas.
O sub-secretário-geral do Comitê das Nações Unidas contra o Terrorismo, Jean-Paul Laborde, enfatizou nesta quarta-feira (03) a importância do poder dos meios de comunicação para transmitir ideias que justificam ou condenam relatos terroristas, em uma reunião na sede da ONU sobre o papel da imprensa no combate ao terrorismo.
Laborde declarou que grupos extremistas violentos usam a mídia, em particular a Internet e redes sociais, para recrutar simpatizantes decepcionados com os problemas vividos em suas localidades, dizendo que entre setembro e dezembro de 2014 mais de 46 mil contas no twitter apoiaram o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL).
O representante também destacou que em condições muito especiais a liberdade de expressão pode estar sujeita a restrições, conforme previsto em um dos artigos do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos que se refere a tais restrições em casos de segurança nacional e da ordem pública e proibição de propaganda de guerra.
“É necessário um equilíbrio cuidadoso para evitar uma legislação excessivamente intrusiva, que ao mesmo tempo preserve as sociedades da apologia às atividades terroristas ou o recrutamento de combarentes estrangeiros”, disse.
Por outro lado, Laborde elogiou os esforços das redes sociais para contrapor a propaganda terrorista, como o caso da campanha “Devolva nossas meninas” contra o Boko Haram, que se converteu em um grande apelo para a liberação de mais de 200 estudantes nigerianas sequestradas em 2014.
A Conferência também sugeriu que Estados-membros incentivem empresas de informação e tecnologia a colaborar com clérigos e grupos religiosos para frear o impacto das narrativas radicais online desenvolvendo mecanismos para conter o discurso de ódio e promover a tolerância.
