Com os esforços para o avanço das negociações tendo chegado a um “momento crítico”, o Subsecretário-Geral da ONU para Questões Políticas sublinhou a necessidade de que sejam iniciadas negociações diretas entre os dois lados o mais rápido possível.
Com os esforços para o avanço das negociações entre Israel e Palestina tendo chegado a um “momento crítico”, o Subsecretário-Geral da ONU para Questões Políticas, B. Lynn Pascoe, sublinhou a necessidade de que sejam iniciadas negociações diretas entre os dois lados o mais rápido possível.
“Esse debate é essencial para o fim da ocupação de 1967, o fim dos conflitos e a resolução de todas questões centrais entre as partes, inclusive Jerusalém, fronteiras, refugiados, assentamentos de segurançca e água”, afirmou Pascoe ao Conselho de Segurança, pedindo que israelenses e palestinos aproveitem esta oportunidade para progredir.
Desde que começaram, em maio deste ano, seis rodadas de conversas de aproximação, facilitadas pelo Enviado Especial dos Estados Unidos, George Mitchell, já foram realizadas. Segundo Pascoe, o objetivo do Quarteto Diplomático – que compreende as Nações Unidas, os Estados Unidos, a Rússia e a União Européia – continua a ser esse: negociações diretas, facilitadas pelos EUA.
As negociações diretas, nas palavras do Subsecretário, impulsionam a “confiança na possibilidade de um verdadeiro progresso em relação a questões fundamentais, incluindo Jerusalém, a implementação de um roteiro de obrigações em assentamentos e medidas para o fortalecimento da Autoridade Palestina”.
No início deste mês, numa medida elogiada pelo Secretário-Geral Ban Ki-moon, o governo israelense anunciou o aumento da quatidade de materiais cuja entrada em Gaza é permitida. Desde então, novos ítens têm chegado à Faixa e o volume de importações para a área cresceu de forma constante, com um aumento de 40% no número de caminhões que entram em Gaza por semana.
Lynn Pascoe também anunciou que foram implementados os acordos aprovados pelo Escritório do Coordenador Especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio (UNSCO), para garantir a entrega da carga à bordo dos navios turcos, que eram parte de uma frota que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza e foi interceptada pelo exército israelense em 31 de maio, resultando na morte de nove civis e deixando pelo menos outros 30 feridos.
De acordo com o Subsecretário, durante o período analisado pelo relatório, grupos militantes palestinos lançaram 41 foguetes ao sul de Israel, não deixando feridos, enquanto as Forças de Defesa de Israel realizaram seis ataques aéreos e 21 inscursões, deixando quatro mortos e ferindo outros 23.