A ONU Brasil promoveu em outubro um simulado para estudantes universitários dos cursos de Direito e Relações Internacionais em Brasília (DF) com o objetivo de detalhar e promover o sistema internacional de proteção aos direitos humanos.
A ONU Brasil em parceria com universidades brasileiras realizaram em outubro (14) na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em Brasília (DF) a fase presencial do I Simulado do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
O simulado é promovido em parceria com o núcleo de simulação de negociações internacionais da Universidade Católica de Brasília (UCB), o observatório de direitos humanos do Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB) e a Faculdade de Direito e Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), com o objetivo de promover o conhecimento sobre o sistema internacional de proteção dos direitos humanos.
Para participar do evento, estudantes e professores enviaram um dossiê de até 1,5 mil palavras sobre uma das 170 recomendações que o Estado brasileiro recebeu no segundo ciclo da Revisão Periódica Universal, analisando-a de acordo com o direito internacional dos direitos humanos e a realidade brasileira. Dos 47 dossiês recebidos, 20 foram selecionados, de um total de 150 estudantes e professores. Os três melhores documentos foram premiados no evento.
“Vocês são 150 professores e estudantes que foram escolhidos por demonstrar interesse, competência e compromisso com a promoção dos direitos humanos e dos objetivos de desenvolvimento sustentável”, disse o representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Jaime Nadal, e coordenador-residente interino da ONU Brasil na ocasião.
Nadal lembrou que o mundo abriga atualmente a maior população de jovens de toda história. São cerca de 2 bilhões de pessoas entre 10 e 24 anos de idade, das quais 90% vivem em países em desenvolvimento — muitas vezes enfrentando situação de pobreza, falta de empregos formais e de acesso à escola.
“A estimativa é de que existam 52 milhões de jovens nesse país. Esse número sem precedentes proporciona um momento histórico e único, um momento que precisa ser aproveitado para o avanço do desenvolvimento inclusivo e sustentável e para construção de uma sociedade mais justa e mais igual”, declarou.
Também presente no evento, o chefe da divisão de direitos humanos do Ministério das Relações Exteriores, Pedro Saldanha, traçou um panorama sobre as atividades de um internacionalista e a importância do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
“A revisão periódica é o único mecanismo da ONU que permite que todos os 193 países-membros das Nações Unidas sejam sabatinados pelos seus pares sobre situações de direitos humanos que acontecem internamente”, declarou.
Na opinião da professora Rosana Tomazin, da Universidade Católica de Brasília, o evento é importante para as universidades que trabalham a agenda de direitos humanos e para os alunos de Relações Internacionais, Direito e outros cursos.
“Essa atividade é o exercício prático do que nós, professores, ensinamos na academia, nas disciplinas que tocam a agenda de direitos humanos”, disse. “Direitos humanos não é uma agenda muito atraente para alunos de Relações Internaiconais, mas acredito que isso está mudando”.