Equipe de enviados especiais liderados pelas Nações Unidas comentou anúncio de cessação das hostilidades entre o grupo rebelde M23 e o governo República Democrática do Congo.

Representante especial da ONU no país, Martin Kobler, agradece membro da Brigada de Intervenção da MONUSCO por seu papel na liberação de áreas ocupadas pelos rebeldes do M23 em Kivu do Norte, na RDC. Foto: MONUSCO/Sy Koumbo Singa Gali
Uma equipe de enviados especiais liderados pelas Nações Unidas comentou nesta segunda-feira (4) o anúncio da cessação das hostilidades entre o grupo rebelde M23 e o governo da República Democrática do Congo (RDC).
Em uma declaração conjunta, a equipe – liderada por Mary Robinson, enviada especial do secretário-geral da ONU para a Região dos Grandes Lagos – afirmou estar preocupada com o aumento da violência e que o anúncio do cessar-fogo é um “primeiro e necessário passo para a paz”.
O grupo pediu que o M23 renuncie à sua rebelião, como já acordado em acordos anteriores. Os enviados pediram também que o governo da RDC se abstenha de mais uma ação militar nesta fase.
A equipe inclui Martin Kobler, representante especial do secretário-geral das Nações Unidas na RDC e chefe da missão da ONU, a MONUSCO; Boubacar Diarra, representante da União Africana para os Grandes Lagos; Russell Feingold, representante norte-americano na região; e Koen Vervaeke, coordenador sênior da União Europeia para a Região dos Grandes Lagos.
As negociações entre o M23 e o governo estão sendo realizadas em Kampala, Uganda, sob mediação da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (ICGLR).
Os enviados estimularam ambas as partes a se manter empenhados com o processo político de um acordo final e de princípios que garantam o desarmamento e a desmobilização do M23, bem como sua responsabilização por violações dos direitos humanos.
Também nesta segunda-feira (4), o presidente sul-africano Jacob Zuma está recebendo os 15 líderes da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e alguns dos vizinhos da RDC no capital de Pretória.
Robinson e os enviados observaram que as cooperações regionais apresentam uma “grande oportunidade” para construir um consenso sobre o fim imediato da crise de segurança e para avançar com a plena implementação do Acordo Quadro de Paz, Segurança e Cooperação.
O acordo que envolve 11 países foi assinado no início deste ano, com o apoio da ONU, e inclui uma abordagem abrangente para uma paz duradoura na região.