Apesar de forte crescimento econômico, países menos desenvolvidos não atingem Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Paradoxo é decorrente da falta de mudanças econômicas estruturais.
Os países mais pobres do mundo estão presos a um círculo econômico vicioso, que deixa essas nações atreladas à pobreza e deve ser revertido para que os novos objetivos de desenvolvimento sejam alcançados, de acordo com um novo relatório emitido pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) nesta quinta-feira (27).
O documento pede que a comunidade internacional aprenda com a incapacidade da maioria dos países menos desenvolvidos de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), apesar dos registros de forte crescimento econômico. O paradoxo é decorrente da falta de mudanças estruturais nas economias destes países, que sofrem com a elevação dos preços de exportação e a falta de fluxo de assistência dos países doadores, que deixaram de contribuir ao estabelecer medidas de austeridade depois da crise financeira.
A erradicação da pobreza é um dos objetivos centrais da agenda de desenvolvimento pós-2015. Para atingir essas metas, a mobilização de investimentos direcionados à transformação da economia, a diversificação das economias rurais e o estabelecimento de políticas macroeconômicas que promovam investimento e crescimento se fazem essenciais.
O desenvolvimento não se trata apenas de crescimento econômico, o relatório observa. É necessária a transformação estrutural da base econômica em dois processos paralelos: o aumento da produtividade do trabalho e a substituição de atividades pouco produtivas – como a agricultura de pequena escala e os serviços fora da economia formal – por atividades mais dinâmicas, com maior produtividade, tais como serviços de fabricação e de alto valor.
