Neste ano, a África apresentou o menor número de casos de malária da história. Presidente da Assembleia Geral da ONU defende erradicação da doença até 2030 por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Próximo ao fim dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) – conjunto de oito objetivos acordados mundialmente em 2000 para acabar com a extrema pobreza e doença em 2015 -, líderes globais, diplomatas e especialistas na área da saúde se reuniram na sede das Nações Unidas em Nova York, nesta quinta-feira (19), para comemorar o progresso do Objetivo 6, de reduzir a incidência da malária até 2015.
Com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) adotados em setembro, a Iniciativa Fazer Recuar a Malária e a Organização Mundial da Saúde lançaram uma nova estratégia específica para melhorar os sistemas de saúde e assim eliminar a malária até 2030.
“Com uma coordenação mais forte feita pela iniciativa Fazer Recuar a Malária e com maior financiamento, as taxas de mortalidade global diminuíram para mais de metade desde 2000, e o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio direcionado à malária foi atingido”, declarou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
O avanço no combate à doença preveniu mais de 6,2 milhões de mortes, sendo cerca de 97% delas de crianças. Apenas na África, onde 90% dos casos de malária seguidos de morte acontecem, houve redução de cerca de 69% da mortalidade da doença entre crianças abaixo de 5 anos desde 2000.
Neste ano, a África apresentou o menor número de casos de malária da história, e países estão fazendo acordos regionais nas Américas, Mediterrâneo Oriental, Ásia-Pacífico e África, para focar na eliminação da doença.
