ONU comemora redução de malária no mundo, mas alerta que 3 bilhões de pessoas continuam em risco

Relatório de avaliação da meta de enfrentamento da malária dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, divulgado pela OMS e UNICEF, mostra que os esforços superaram a redução de 50% originalmente traçada.

Uma mãe segura o seu bebê sob uma rede usada para prevenir o contágio de malária em Arusha, Tanzânia. Foto: UNICEF/Hallahan

Uma mãe segura o seu bebê sob uma rede usada para prevenir o contágio de malária em Arusha, Tanzânia. Foto: UNICEF/Hallahan

O índice de mortes por malária foi reduzido em 60% desde o ano 2000, mas a doença continua representando um sério problema de saúde, principalmente em 15 países da África subsaariana, que contabilizam 80% dos casos globais, afirma o relatório “Alcançando a meta da malária do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável.

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o combate à malária representou uma das maiores histórias de sucesso em saúde pública dos últimos 15 anos. Designada como uma das metas dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a ação conjunta ajudou a prevenir mais de 6,2 milhões mortes desde o ano 2000.

Segundo o relatório, um número significativo de países está a ponto de eliminar a doença. No ano 2000, a região da América Latina e o Caribe registrava 2.500 casos de infecção e 40 mortes por cada 1000 habitantes. Em 2015, esses números caíram para 700 e 9, respectivamente.

No entanto, o documento ressalta a gravidade do problema em 15 países, a maioria, africanos. “Apenas em 2015, estima-se que 214 milhões de novos casos foram registrados e aproximadamente 438 mil pessoas morreram dessa doença prevenível e tratável. Cerca de 3,2 bilhões – ou metade da população do mundo – corre o risco de contrair a doença. De acordo com a OMS, crianças com menos de cinco anos correspondem a dois terços das mortes associadas à malária.

Um novo plano estratégico foi traçado para os próximos 15 anos aumentando a meta de erradicação da doença para 90% até 2030. No entanto, o relatório destaca que para alcançar esse objetivo é necessário triplicar o financiamento de 2,7 bilhões para 8,7 bilhões de dólares em 2030.