CEPAL apresenta estudo sobre a revolução digital no marco da Quinta Conferência Ministerial sobre a Sociedade da Informação que acontece nesta semana na Cidade do México.

Alicia Bárcena, secretária executiva da CEPAL, inaugurou a reunião de 5 de agosto de 2015. Foto: Ulises Ramírez/SRE
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) propõe no documento “A nova revolução digital: da Internet do consumo à Internet da produção” avançar rumo a um único mercado digital regional que permita aproveitar economias de escala e de rede para competir em um mundo de plataformas globais.
Um marco normativo e institucional uniforme apoiaria significativamente os esforços regionais de expansão da economia digital que abarca âmbitos distintos, desde a infraestrutura de telecomunicações – redes de banda larga fixas e móveis- até as indústrias de tecnologias da informação e comunicação – hardware, software e serviços TICs – , incluindo a apropriação dessas tecnologias pelos usuários.
Depois de mais de uma década de esforços, a América Latina e o Caribe avançaram no acesso a serviços de telecomunicações, uso de aplicativos e redes sociais e na implementação de programas digitais nas áreas de educação, saúde e governo, aponta o estudo da CEPAL que será apresentado oficialmente durante a Quinta Conferência Ministerial sobre a Sociedade da Informação da América Latina e do Caribe, realizada de 5 a 7 de agosto na Cidade do México, quando os países definirão uma nova agenda digital para 2018.
Os países da região avançam em diferentes velocidades e com fortes atrasos em relação às economias desenvolvidas, acrescenta o relatório. Entre 2006 e 2014, a porcentagem de usuários da Internet passou de 20,7% para 50,1% da população, número ainda muito inferior à média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) que alcançou 81,8%.
As ações relativas às tecnologias digitais que forem implementadas hoje no âmbito da produção definirão as condições de competitividade e, por fim, de geração de empregos na próxima década na região, destaca a CEPAL. “Não se unir à revolução digital leva a um atraso no crescimento econômico e no desenvolvimento social”, conclui o organismo da ONU.