ONU condena assassinato de ativista político na Tunísia

“Houve um progresso importante na transição da Tunísia. No entanto, ainda há muito a ser feito em termos de processo constitucional e em relação ao atendimento das demandas sociais e econômicas do povo da Tunísia”, disse Ban Ki-moon.

Tunísia foi o primeiro país a promover protestos por democracia, eventos conhecidos como a Primavera Árabe. Foto: ONUO Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou veementemente nesta quinta-feira (7) o assassinato do ativista político Chokri Belaid, principal liderança do Movimento dos Patriotas Democráticos e um dos líderes da Frente Popular na Tunísia.

“Houve um progresso importante na transição da Tunísia. No entanto, ainda há muito a ser feito em termos de processo constitucional e em relação ao atendimento das demandas sociais e econômicas do povo da Tunísia”, disse o porta-voz de Ban.

Chokri Belaid foi morto a tiros quando saía de sua casa, em Tunis, na manhã da quarta-feira (6).

O Secretário-Geral incentivou as autoridades a avançar com o processo de reformas. “A transição democrática da Tunísia não deve ser prejudicada por atos de violência política.”

Na quarta-feira (6), a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, já havia feito uma declaração sobre o crime. “Condeno veementemente esses atos, que – como Belaid mesmo disse tão claramente – ameaçam comprometer a transição democrática na Tunísia pós-revolução. Peço a todos os atores sociais do governo e da sociedade civil que se unam fortemente em prol da campanha de Belaid contra a violência política. Isso daria, pelo menos, um memorial adequado para o seu inestimável trabalho como defensor dos direitos humanos e adversário da violência.”