ONU condena assassinato de defensora de direitos humanos na Líbia

Salwa Bugaighis foi baleada e morta por assaltantes encapuzados quando voltava para casa depois de votar nas eleições parlamentares no país.

Salwa Bugaighis, durante a sessão anual em Nova York da Comissão do Status da Mulher em março de 2014. Foto: UN News Centre

As Nações Unidas condenaram nesta quinta-feira (26) o assassinato de Salwa Bugaighis, uma prominente defensora de direitos humanos líbia e integrante do Comitê Preparatório para o Diálogo Nacional. Segundo o noticiário, Bugaighis foi baleada e morta na quarta-feira por assaltantes encapuzados quando voltava para casa depois de votar nas eleições parlamentares no país.

Em um comunicado à imprensa, a Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) pediu às autoridades do país para investigarem minuciosamente o assassinato e levarem os responsáveis ​​à justiça.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou veemente o assassinato de Bugaighis, quem ele classificou de “uma defensora de direitos humanos corajosa e respeitada, que desempenhou um papel significativo na revolução líbia e continuou contribuindo durante a transição”.

O chefe da ONU ainda reiterou a necessidade de “proteger os defensores de direitos humanos” e pediu para todos os líbios absterem-se da violência e outros atos que minem o processo de transição democrática.Ban reiterou o compromisso da Organização de trabalhar junto com o novo parlamento eleito para garantir as aspirações do povo líbio de construção de um Estado baseado na democracia, o estado de direito e o respeito pelos direitos humanos.

A diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, também manifestou o seu pesar com a perda de uma “irmã e corajosa defensora de direitos humanos”, que “liderou e defendeu os direitos do seu povo”.