ONU condena assassinato de defensora dos direitos humanos no Iraque pelo ISIL

“Esta execução pública horrível de uma mulher corajosa cuja suas únicas armas eram suas palavras revela a ideologia falida do ISIL e seus grupos filiados”, disse o chefe da ONU para os direitos humanos.

Famílias iraquianas deixam a cidade de Mossul para fugir dos conflitos que atingem o país. Foto: ACNUR/Inge Colijn

Famílias iraquianas deixam a cidade de Mossul para fugir dos conflitos que atingem o país. Foto: ACNUR/Inge Colijn

O chefe da ONU para direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, condenou nesta quinta-feira (25) o assassinato “a sangue frio” e brutal da defensora dos direitos humanos Sameera Salih Ali Al-Nuaimy pelo grupo armado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) no início desta semana.

Segundo um comunicado do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), Al-Nuaimy era uma advogada respeitada e conhecida por seu trabalho e seus esforços em promover os direitos das mulheres.

Ela foi detida em sua casa em 17 de setembro depois de ter postado mensagens em sua página pessoal no Facebook criticando o ISIL. Torturada por dias, ela foi executada publicamente em Mossul. Seu marido e sua família foram proibidos pelo ISIL até mesmo de promover um funeral.

“Esta execução pública horrível de uma mulher corajosa cuja suas únicas armas eram suas palavras, que usou na defesa dos direitos humanos dos outros, revela a ideologia falida do ISIL e seus grupos filiados”, disse Al Hussein, condenando também a continuação da detenção, exploração sexual e venda de centenas de mulheres e meninas em áreas cercadas pelo grupo militante.