O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenaram fortemente o assassinato na segunda-feira (19) do embaixador russo na Turquia Andrey Karlov em Ancara, enfatizando que não há justificativa para ataques contra diplomatas e civis.

Ban Ki-moon condenou atentado contra embaixador russo em Ancara, na Turquia. Foto: ONU/Manuel Elias
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenaram fortemente o assassinato na segunda-feira (19) do embaixador russo na Turquia Andrey Karlov em Ancara, enfatizando que não há justificativa para ataques contra diplomatas e civis.
“O secretário-geral está horrorizado com esse ato de terror absurdo”, de acordo com comunicado emitido por seu porta-voz, expressando também suas mais profundas condolências à família do embaixador Karlov e ao governo e povo da Rússia.
Ban enfatizou que não há justificativa para os ataques contra diplomatas e civis e que está “acompanhando de perto o desenrolar da situação”, desejando rápida recuperação aos feridos.
Em comunicado separado, o Conselho de Segurança também condenou o ataque terrorista e manifestou profundas condolências à família do embaixador e ao governo russo.
Reiterando a necessidade de levar os perpetuadores, organizadores, financiadores e patrocinadores de ataques terroristas à Justiça, os membros do Conselho reafirmaram que todas as formas de terrorismo constituem uma das maiores ameaças à paz e à segurança internacional, e que quaisquer atos de terrorismo são criminosos e injustificáveis.
Em comunicado à imprensa, os membros do Conselho também enfatizaram a importância do princípio fundamental da inviolabilidade diplomática, prevista na Convenção de Viena de 1961 sobre Relações Diplomáticas e a Convenção de Viena de 1963 sobre Relações Consulares, para se tomar os passos apropriados para evitar qualquer ataque contra agentes diplomáticos e funcionários consulares.