ONU condena assassinato de missionária eslovaca no Sudão do Sul

A freira e médica eslovaca Veronika Rackova foi atacada enquanto dirigia uma ambulância voltando de um centro médico em Yei, sudoeste do Sudão do Sul. Coordenador de agência da ONU disse que a violência contra trabalhadores humanitários é “inaceitável e deve parar”.

Refugiada abriga-se em centro de proteção a civis em Bor, Sudão do Sul. Foto: OCHA

Refugiada abriga-se em centro de proteção a civis em Bor, Sudão do Sul. Foto: OCHA

O coordenador humanitário das Nações Unidas para o Sudão do Sul condenou veementemente o assassinato de Veronika Rackova, uma freira e médica eslovaca que foi baleada em 15 de maio na cidade de Yei, durante uma missão humanitária, e posteriormente não resistiu aos ferimentos.

“Estou profundamente entristecido com esse ato sem sentido e envio as minhas mais profundas condolências à família, amigos e colegas da irmã Veronika Rackova”, disse o coordenador humanitário Eugene Owusu, em comunicado divulgado pelo Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

“Parabenizo as medidas que estão sendo tomadas pelas autoridades para levar os responsáveis à Justiça e insisto que ajam rapidamente”.

A profissional de saúde estava dirigindo uma ambulância em Yei, no sudoeste do Sudão do Sul, em seu caminho de volta de um centro médico quando foi atacada. A morte dela eleva para 54 o número de trabalhadores humanitários mortos no Sudão do Sul desde o início do conflito, em dezembro de 2013.

“A violência contra trabalhadores e instalações humanitários é categoricamente inaceitável e deve parar”, disse Owusu. “Insisto que o Governo de Transição de Unidade Nacional se esforce para fortalecer a segurança dos trabalhadores humanitários, e vou trabalhar intensamente com eles para conseguir isso.”

Iniciada há três anos, a guerra no Sudão do Sul envolveu duas facções do exército, dividido pela rivalidade entre o presidente Salva Kiir e o ex-vice-presidente Riek Machar, segundo agências internacionais.