ONU condena assassinato de vice-ministro boliviano por mineiros em greve

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenou o assassinato do vice-ministro do Interior da Bolívia, Rodolfo Illanes, por um grupo de mineiros em greve contra uma nova legislação para o setor. De acordo com o ACNUDH, Rodolfo Illanes foi espancado até a morte, e seu oficial de segurança ficou gravemente ferido. Três mineiros também foram mortos e várias pessoas ficaram feridas nos confrontos entre a polícia e os grevistas em Panduro, a cerca de 160 km ao sul da capital La Paz.

Rupert Colville, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Foto: ONU

Rupert Colville, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Foto: ONU

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenou o assassinato do vice-ministro do Interior da Bolívia, Rodolfo Illanes, na semana passada (26), por um grupo de mineiros em greve contra uma nova legislação para o setor.

De acordo com o ACNUDH, Rodolfo Illanes foi espancado até a morte, e seu oficial de segurança ficou gravemente ferido. Três mineiros também foram mortos e várias pessoas ficaram feridas nos confrontos entre a polícia e os grevistas em Panduro, a cerca de 160 quilômetros ao sul da capital boliviana, La Paz.

“Condenamos o brutal assassinato do vice-ministro Rodolfo Illanes, bem como os confrontos violentos entre manifestantes contrários a uma nova lei sobre mineração e as forças policiais, que deixaram três mineiros mortos e centenas de pessoas feridas, incluindo policiais e jornalistas”, disse o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, em Genebra.

Notando que seis pessoas, supostamente conectadas ao assassinato, estão detidas, o escritório de direitos humanos da ONU pediu às autoridades bolivianas que garantam uma investigação completa e objetiva sobre a morte de Illanes e dos mineiros, em conformidade com as obrigações da Bolívia no âmbito dos direitos humanos internacional.

“Pedimos que todas as partes iniciem um diálogo imediato, genuíno e construtivo e se abstenham de recorrer à violência”, acrescentou Rupert Colville.