ONU condena ataque a ônibus de turismo egípcio na Península do Sinai

Pelo menos quatro pessoas morreram. Ban Ki-moon e Conselho de Segurança pediram que autores sejam levados à Justiça.

Península do Sinai. Foto: Arquivo Gan-Shmuel via PikiWiki

Península do Sinai. Foto: Arquivo Gan-Shmuel via PikiWiki

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou veementemente o ataque terrorista ocorrido no domingo (16) em um ônibus na cidade de Taba ao sinal da Península de Sinai, que matou pelo menos quatro pessoas e feriu outras dezenas.

Em um comunicado divulgado por seu porta-voz, em Nova York, Ban Ki-moon condenou o ataque mortal, que incluiu a morte de três turistas da Coreia do Sul.

“Ele transmite suas condolências às famílias das vítimas e aos governos do Egito e da Coreia do Sul. Ele exige que os autores sejam levados à justiça”, acrescenta o comunicado.

O Egito testemunhou uma onda de violência considerável desde a derrubada de Hosni Mubarak, há três anos, na sequência de protestos em massa pelo país. Em julho passado, novos protestos, em que dezenas de pessoas foram mortas e feridas, levou a um golpe militar do presidente Mohamed Morsy e à criação de um governo interino. Uma nova Constituição foi aprovada em um referendo no mês passado.

No início de agosto de 2013, o secretário-geral condenou fortemente uma emboscada de policiais egípcios na Península do Sinai, após relatos anteriores de dezenas de presos mortos sob custódia da polícia.

Pelo menos 25 policiais foram mortos quando dois micro-ônibus foram emboscados no incidente. Logo após o ataque há relatos de que 36 prisioneiros sob custódia da polícia foram mortos enquanto estavam sendo transferidos de uma unidade para outra.

À época, um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) reforçou a condenação do chefe da ONU sobre a emboscada e expressou a grande preocupação com a insegurança na região do Sinai.

Sobre os ataques deste domingo, os membros do Conselho de Segurança da Organização também condenaram “nos termos mais fortes” o ataque.

Os membros do Conselho reafirmaram que o terrorismo, em todas suas formas e manifestações, constitui uma das mais sérias ameaças à paz e à segurança internacionais, e que quaisquer atos de terrorismo são criminosos e injustificáveis, independentemente de sua motivação, onde, quando e por quem seja cometido.

O órgão da ONU reafirmou a necessidade de combater por todos os meios, de acordo com a Carta das Nações Unidas e todas as obrigações sob o direito internacional, em particular os direitos humanos internacionais, dos refugiados e o direito humanitário.

Os membros do Conselho de Segurança destacaram a necessidade de levar os criminosos à justiça.