Pelo menos 140 pessoas foram mortas na ocasião e cerca de 500 civis ficaram feridas. De acordo com relatos iniciais, o ataque foi atribuído à coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia as forças governamentais.
Ban Ki-moon lembrou que qualquer ataque deliberado contra civis é totalmente inaceitável e pediu uma rápida e imparcial investigação a respeito do incidente. “Os responsáveis pelos ataques devem ser levados o quanto antes à justiça”, destacou.

Casas destruídas por atentados aéreos na capital do Iêmen, Sanaa. Foto: OCHA/ Charlotte Cans
Altos funcionários da ONU, incluindo o secretário-geral, Ban Ki-moon, condenaram no último fim de semana o ataque aéreo de sábado (8) contra um funeral em Sanaa, capital do Iêmen. Pelo menos 140 pessoas foram mortas na ocasião e cerca de 500 civis ficaram feridas.
De acordo com relatos iniciais, o ataque foi atribuído à coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia as forças governamentais.
“Ban Ki-moon observa que qualquer ataque deliberado contra civis é totalmente inaceitável e pede uma rápida e imparcial investigação a respeito do incidente. Os responsáveis pelos ataques devem ser levados o quanto antes à justiça”, destacou o comunicado enviado pelo escritório do secretário-geral.
Ban também expressou suas mais profundas condolências às famílias das vítimas e desejou uma rápida recuperação aos feridos.
Ele lembrou que todas as partes envolvidas no conflito devem respeitar as suas obrigações no âmbito do direito internacional e proteger os civis e as infraestruturas dos ataques.
O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, disse que esse ataque horrível e abominável representa um total desrespeito pela vida humana.
“Mais uma vez, um ataque destaca o risco desproporcional que os civis enfrentam quando armas explosivas são usadas em áreas urbanas. Os poucos hospitais capazes de operar continuam recebendo as vítimas do incidente, e o número de mortos pode aumentar”, disse O’Brien.
Segundo o chefe humanitário da ONU, que esteve em Sanaa na semana passada, “a situação na cidade é de partir o coração”.
Ele destacou que as instalações médicas estão sem medicamentos; que os pais estão lutando para sustentar seus filhos a cada dia; e que comunidades inteiras ficaram sem acesso a serviços básicos ou meios de subsistência.
Em nome das agências da ONU e de todas as organizações internacionais e não governamentais no país, o coordenador humanitário da ONU no Iêmen, Jamie McGoldrick, expressou “choque e indignação” com o atentado e pediu à comunidade internacional que exerça pressão e influência sobre todas as partes em conflito no país, de modo que os civis sejam sempre protegidos.
Ele também elogiou o trabalho dos socorristas que, em meio a circunstâncias críticas, se mobilizaram rapidamente para o local do incidente e prestaram assistência às vítimas.