ONU condena ataque com carro-bomba contra academia nacional de polícia da Colômbia

Em Bogotá, na Colômbia, um ataque com carro-bomba à academia nacional de polícia deixou 21 mortos e outras dezenas de feridos na quinta-feira (17), segundo informações da imprensa. Episódio foi “veementemente condenado” nesta sexta-feira (18) pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que descreveu o episódio como um ato terrorista e pediu que os autores sejam levados à justiça.

Bogotá, Colômbia. Foto: Banco Mundial/Dominic Chavez

Bogotá, Colômbia. Foto: Banco Mundial/Dominic Chavez

Em Bogotá, na Colômbia, um ataque com carro-bomba à academia nacional de polícia deixou 21 mortos e outras dezenas de feridos na quinta-feira (17), segundo informações da imprensa. Episódio foi “veementemente condenado” nesta sexta-feira (18) pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que descreveu o episódio como um ato terrorista e pediu que os autores sejam levados à justiça.

O comunicado do dirigente máximo da Organização afirma que, segundo as autoridades colombianas, o atentado foi orquestrado por integrantes do Exército de Libertação Nacional (ELN). O governo diz ter provas da autoria do ataque. Guterres expressou condolências aos familiares das vítimas e solidariedade ao povo e governo do país.

O Escritório das Nações Unidas na Colômbia descreveu o ataque à Escola de Cadetes da Polícia General Santander como “um ato criminoso inaceitável que vai contra os esforços do país de se afastar da violência e trabalhar com seu povo para construir um futuro mais próspero e pacífico”.

O organismo “expressou solidariedade às famílias das vítimas e à Polícia Nacional e desejou rápida recuperação a todos os feridos neste ato criminoso”, acrescentou o porta-voz da ONU Stéphane Dujarric em coletiva ainda na quinta-feira (17) para repórteres em Nova Iorque.

O governo da Colômbia assinou um histórico acordo de paz com o grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em novembro de 2016, encerrando cinco décadas de conflitos armados. A Missão de Verificação da ONU no país sul-americano, baseada no acordo, tem supervisionado a rendição de armas, após o cessar-fogo bilateral, e verificado a reintegração de ex-combatentes à vida civil.

De acordo com relatos da mídia, o ataque aconteceu pouco após uma cerimônia dentro da Escola, localizada no sul de Bogotá.

A presidente da Assembleia Geral da ONU e ex-ministra das Relações Exteriores do Equador, María Fernanda Espinosa, condenou o que descreveu como um “ataque abominável”. No Twitter, a dirigente expressou solidariedade ao povo colombiano, “que continua demonstrando incansável compromisso para alcançar paz”.