Condenando fortemente o ataque terrorista que atingiu a equipe de monitoramento das Nações Unidas perto da fronteira da Nigéria com Camarões, o enviado especial da ONU para a África Ocidental e região do Sahel, Mohamed Ibn Chambas, pediu na quarta-feira (1) às autoridades dos dois países que levassem os responsáveis pelos atos à Justiça.

Refugiados nigerianos no campo de Minawao na região do norte de Camarões. Foto: ACNUR/D. Mbaiorem
Condenando fortemente o ataque terrorista que atingiu a equipe de monitoramento das Nações Unidas perto da fronteira da Nigéria com Camarões, o enviado especial da ONU para a África Ocidental e região do Sahel, Mohamed Ibn Chambas, pediu na quarta-feira (1) às autoridades dos dois países que levassem os responsáveis pelos atos à Justiça.
De acordo com informações preliminares, o atentado, que ocorreu terça-feira (31) à tarde, resultou na morte de cinco pessoas, sendo um contratado independente da ONU, um nigeriano e um camaronês, deixando muitas outras pessoas feridas.
A equipe da ONU estava realizando uma missão de campo nas proximidades de Hosere Jongbi, perto de Kontcha, nos Camarões, a cerca de 700 quilômetros ao norte da capital do país, como parte do mandato da Comissão Mista Camarões-Nigéria.
Em comunicado à imprensa, Chambas reiterou o papel crucial da Comissão na realização da demarcação de fronteiras; no cumprimento do acórdão do Tribunal Internacional de Justiça; e na promoção da segurança e estabilidade da região.
Ele também ofereceu suas condolências aos familiares das vítimas e desejou rápida recuperação aos feridos.
A Comissão Mista Camarões-Nigéria foi criada, em 2002, pelo secretário-geral das Nações Unidas a pedido dos presidentes dos Camarões e da Nigéria, para resolver questões fronteiriças entre os dois países vizinhos.