Secretário-geral Ban Ki-moon destacou que ataques contra a missão da ONU no país não enfraquecerão a determinação das Nações Unidas de implementar integralmente o seu mandato em apoio aos esforços do governo e das partes no acordo de paz, bem como do povo de Mali para alcançar a paz e estabilidade duradouras.

Foto: MINUSMA/Marco Dormino
O Conselho de Segurança das Nações Unidas e o secretário-geral da Organização, Ban Ki-moon, condenaram os recentes ataques terroristas no Mali contra um comboio da missão da ONU no país. O incidente resultou na morte de um integrante das forças de paz.
Em um comunicado emitido nesta segunda-feira (8), o Conselho que possui 15 membros destacou “que ataques contra as forças de paz podem constituir crimes de guerra sob o direito internacional”.
“[O Conselho] apelou ao governo do Mali para investigar rapidamente estes ataques e trazer os responsáveis à justiça”, acrescentou o comunicado.
Seis outras integrantes das forças de paz a serviço da Missão da ONU no país – conhecida pela sua sigla, MINUSMA – também ficaram feridos nos ataques que ocorreram entre 5 e 7 de agosto, na região norte, em Kidal.
Reafirmando que o terrorismo em todas as suas formas e manifestações, constitui uma das mais sérias ameaças à paz e à segurança internacionais, os membros do Conselho reiteraram que tais atos são criminosos e injustificáveis, independentemente de motivação, lugar, momento e autores.
Os membros do Conselho também expressaram preocupação com a situação de segurança no país e observaram que a plena implementação do Acordo de Paz e Reconciliação do Mali, bem como a intensificação de esforços para superar outras ameaças, podem contribuir para melhorar a situação de segurança em todo o país da África Ocidental.
Separadamente, em um comunicado divulgado pelo escritório de seu porta-voz no domingo (7), Ban Ki-moon destacou que tais ataques contra a MINUSMA não enfraquecerão a determinação da Missão de implementar integralmente o seu mandato em apoio aos esforços do governo e das partes no acordo de paz, bem como do povo de Mali para alcançar a paz e estabilidade duradouras.
Recordando que a responsabilidade primária pela paz é das partes do Mali, “[Ban pediu] que [as partes] continuem trabalhando para implementar plenamente as disposições do acordo de paz e que façam todo o possível para prevenir tais ataques”, acrescentou o comunicado.