Crianças estão entre as vítimas fatais do atentado que ocorreu no último sábado (13) em Beni, cidade do leste da República Democrática do Congo (RDC). Ataque teria sido perpetrado pelo grupo armado Forças Democráticas Aliadas.

Mercado a céu aberto na RDC. Foto: IRIN / Kenneth Odiwuor
As Nações Unidas condenaram o ataque terrorista que ocorreu no último sábado (13) em Beni, cidade do leste da República Democrática do Congo (RDC). Pelo menos 42 civis, incluindo crianças, foram mortos e 36 casas foram queimadas. De acordo com informações da imprensa, o atentado teria sido perpetrado por rebeldes das Forças Democráticas Aliadas (ADF) de Uganda.
“O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condena fortemente o último ataque na região de Beni, no norte da província de Kivu do Norte, onde, desde outubro de 2014, centenas de civis foram mortos por supostos membros do ADF “, disse o comunicado emitido pelo porta-voz do dirigente máximo da ONU.
Ban também estendeu suas condolências às famílias das vítimas e ao governo congolês e pediu que os responsáveis pelos ataques sejam levados à justiça. Ele reiterou o compromisso da ONU em apoiar as autoridades congolenses no enfrentamento à ameaça representada por grupos armados e pôr fim à impunidade, em conformidade com o mandato da Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC (MONUSCO).
O enviado especial das Nações Unidas para a região dos Grandes Lagos, Said Djinnit, também criticou o ataque, referindo-se ao ocorrido como um “massacre”. “Atacar uma população vulnerável e inocente é inaceitável”, disse.
“Nós também encorajamos as autoridades do país e a MONUSCO a aumentar a sua cooperação para enfrentar a desgraça dos grupos armados no leste da RDC em geral e em Beni, em particular”, acrescentou Djinnit.
O enviado especial disse ainda que o atentado é um lembrete da necessidade urgente de implementar os compromissos acordados no Quadro de Paz, Segurança e Cooperação para a RDC, bem como as decisões tomadas a esse respeito pelos chefes de Estado da região. Djinnit reiterou a sua disponibilidade em continuar apoiando os esforços em curso para acabar com “a praga das forças negativas na região”.
A MONUSCO também condenou veementemente os assassinatos, reconhecendo-os como “um ato de barbárie”. A Missão, as forças nacionais e a polícia da RDC já mobilizaram contingentes em todo o território de Beni para proteger a população e evitar novos ataques.