Secretário-geral classifica ato contra comboio da força de paz como “covarde”. Jordaniano e senegalês morreram perto de Greida. Com tiros em resposta, soldados mataram um dos agressores e feriram outro.

Arquivo. Foto: UNAMID/ Albert González Farran
O secretário-geral da ONU condenou fortemente neste domingo (29) o ataque “covarde” contra um comboio da Missão Conjunta das Nações Unidas e da União Africana em Darfur (UNAMID) que matou dois capacetes-azuis, um da Jordânia e outro do Senegal. Ban Ki-moon pediu que as autoridades sudanesas levem os responsáveis a julgamento.
Segundo comunicado emitido pelo porta-voz, Ban ficou “estarrecido” ao saber do ataque armado, promovido por homens ainda não identificados perto de Greida, em Darfur do Sul. Um dos agressores foi morto e outro ferido pelas forças de paz em reação aos tiros.
Ban enviou condolências às famílias e aos governos dos países de origem dos capacetes-azuis.
O Conselho de Segurança também condenou “nos termos mais fortes” o ataque contra o comboio da ONU e da União Africana. “Os membros do Conselho de Segurança expressaram suas condolências às famílias dos membros das forças da paz mortos no ataque, assim como aos governos do Senegal e da Jordânia e à UNAMID”, disse o órgão da ONU em um comunicado à imprensa.
Os 15 membros do Conselho apelaram ao governo do Sudão que investigue rapidamente o incidente e leve os responsáveis à justiça. Eles reiteraram seu pleno apoio à UNAMID e apelaram a todas as partes em Darfur a cooperar plenamente com a missão.
Estabelecida em 2007, a UNAMID é responsável, entre outras tarefas, por proteger civis e contribuir para garantir a segurança da assistência humanitária em Darfur, onde a luta entre grupos rebeldes e forças do Governo, juntamente com milícias, matou estimadamente 300 mil pessoas e deslocou cerca de 10 milhões nos últimos dez anos.