ONU condena ataque que matou médico em clínica de ebola na RD Congo

As Nações Unidas condenaram um ataque que matou um médico num centro de tratamento para o ebola na República Democrática do Congo na sexta-feira (19). O epidemiologista Valery Mouzoko Kiboung, falecido no incidente, havia sido enviado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para trabalhar na resposta ao surto da doença, que começou em agosto de 2018 na província de Kivu do Norte, onde atuam diversos grupos armados.

Centro de tratamento do ebola em Beni, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Guy Hubbard

Centro de tratamento do ebola em Beni, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Guy Hubbard

As Nações Unidas condenaram um ataque que matou um médico num centro de tratamento para o ebola na República Democrática do Congo na sexta-feira (19). O epidemiologista Valery Mouzoko Kiboung, falecido no incidente, havia sido enviado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para trabalhar na resposta ao surto da doença que começou em agosto de 2018 na província de Kivu do Norte, onde atuam diversos grupos armados.

O atentado também deixou outras duas pessoas feridas. A OMS informou que o ataque aconteceu num hospital em Butembo, enquanto um encontro de coordenação sobre a resposta ao ebola era realizado. Mais de 1,2 mil casos verificados e possíveis da doença já foram registrados desde o início do surto. Mais de 760 mortes foram confirmadas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu para autoridades congolesas “não pouparem esforços para identificar e levar rapidamente à justiça os responsáveis” pelo ataque ao hospital. O dirigente máximo das Nações Unidas expressou suas condolências à família do médico e desejou uma rápida recuperação aos feridos.

Guterres também expressou sua “solidariedade ao povo e ao governo” da República Democrática do Congo e reiterou a determinação do sistema ONU em continuar seu trabalho de apoio às autoridades congolesas para acabar com o surto de ebola.

O chefe da OMS, Tedros Adhanom Gebreyesus, afirmou que a morte de Valery Kiboung é “um trágico lembrete dos riscos enfrentados por agentes de saúde todos os dias para proteger as vidas e a saúde de outras pessoas”.

“Estamos indignados com este ataque: agentes de saúde e centros de saúde não devem nunca ser alvos”, acrescentou o diretor-geral do organismo internacional.

“Estamos em luto juto com sua família nesse momento difícil.”

Em comunicado, a OMS disse que está avaliando a situação para garantir a segurança de todos os pacientes, agentes de saúde e funcionários. “Ao mesmo tempo, permanecemos comprometidos em continuar apoiando o Ministério da Saúde da RD Congo para acabar o mais rápido possível com este surto”, afirmou o pronunciamento.