Taliban reivindica a responsabilidade pela explosão que, deliberadamente, atacou o ônibus que transportava equipe de mídia. Em outubro, grupo declarou todas as organizações de jornalismo do país como “objetivos militares”.

Um policial em Cabul patrulha as ruas da capital do país, que continua sendo o país mais perigoso para os trabalhadores humanitários no mundo. Foto: Obinna Anyadike/IRIN
A Missão das Nações Unidas de Assistência no Afeganistão (UNAMA) condenou nesta quinta-feira (21) o ataque suicida contra profissionais da mídia em Cabul que ocorreu na véspera. O atentando deixou oito mortos e feriu 24 civis, muitos deles do setor de mídia, bem como mulheres e crianças.
O Taliban reivindicou a responsabilidade pela explosão que, deliberadamente, atacou o ônibus que transportava a equipe da organização de mídia Tolo, do local de trabalho para suas casas. Em outubro, o Talibã emitiu uma ameaça específica contra Tolo e outras organizações de notícias afegãs, designando-as como objetivos militares.
“Um jornalismo forte e independente, livre de intimidação e medo da violência criminal, é essencial para uma democracia saudável e uma sociedade decente”, disse o vice-representante especial do secretário-geral para o Afeganistão, Tadamichi Yamamoto. “O Afeganistão pode ter um orgulho justificado do seu setor da mídia florescente. Devem ser tomadas todas as medidas para proteger os profissionais da mídia a liberdade de expressão contra aqueles que usam a violência para impor apenas sua voz e pontos de vista”, adicionou.
Sublinhando que jornalistas, bem como civis, nunca devem ser objeto de ataques ou ameaças, a UNAMA apelou a todas as partes no conflito, incluindo os talibãs, de abster-se de realizar ameaças contra os meios de comunicação.