ONU condena ataques no Líbano e na Somália; jovem brasileira está entre os mortos em Beirute

Um carro-bomba explodiu no subúrbio da capital libanesa e dois foram detonados na frente de um hotel na capital somali. Nos três atentados, ao menos 16 pessoas morreram e 75 ficaram feridas.

Policial direciona trânsito em ponto de controle da capital da Somália. Foto: ONU/Tobin Jones

As Nações Unidas condenaram os ataques a bomba no Líbano, onde uma brasileira de 17 anos está entre as vítimas, e na Somália, que matou ao menos 11 pessoas e deixou outros 15 feridos, de acordo com a imprensa.

No subúrbio da capital libanesa, Beirute, um carro-bomba explodiu nesta quinta-feira (2) matando ao menos cinco pessoas e ferindo 60. Ainda segundo a imprensa, a paranaense Malak Zahwe estava fazendo compras com a madrasta libanesa e as duas morreram. Ninguém assumiu a autoria do atentado. Na capital somali, Mogadíscio, dois ataques na quarta-feira (1) foram assumidos pelo grupo Al-Shabaab.

A ONU pediu que todas as partes no Líbano mostrem contenção – este foi o segundo carro-bomba que explodiu em menos de uma semana – e apoiem as forças de segurança do país para que evitem outros atos de terrorismo.

Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a sequência de ataques reflete “uma escalada profundamente preocupante da violência” vista nos últimos meses no Líbano.

O Conselho de Segurança reafirmou que “terrorismo em todas as suas formas e manifestações constituem uma das mais sérias ameaças à paz e à segurança internacionais e que quaisquer atos de terrorismo são criminosos e injustificáveis, independente da motivação, onde, quando ou por quem cometidos”.

O Conselho apelou ao povo libanês para que “preserve a unidade nacional em face às tentativas de minar a estabilidade do país e destacou a importância de todas as partes libanesas respeitarem a política de dissociação do Líbano, evitando qualquer envolvimento com a crise na Síria”.

Relatos na imprensa indicam que o atentado, realizado em área de influência do Hezbollah, teria acontecido por represália ao apoio do grupo ao governo do presidente da Síria, Bashar Al-Assad, onde os combates com opositores já mataram mais de 120 mil pessoas desde março de 2011.

Quanto aos carros-bomba detonados na frente do hotel Jazeera, em Mogadíscio, o Conselho pediu que os responsáveis sejam levados à justiça e afirmou que continuará apoiando os esforços para a paz e estabilidade no país, destacando que “este e outros deploráveis atos de terrorismo não enfraquecerão a resolução de ajudar o povo da Somália”.